O Júri Nacional do Programa Parlamento dos Jovens selecionou a Escola Portuguesa de Luanda para participação na sessão nacional do Ensino Secundário, em representação do círculo de Fora da Europa, a qual decorrerá na Assembleia da República nos dias 26 e 27 de maio de 2025.
A edição de 2025 do Programa Parlamento dos Jovens, subordinada ao tema “Novas tecnologias – oportunidades e desafios para os jovens“, registou este ano o maior número de inscrições de escolas, com um total de 1135 escolas inscritas. 555 escolas inscreveram-se ao nível do ensino secundário, sendo 6 delas do círculo de Fora da Europa.
Foi esta a primeira vez que a EPL decidiu abraçar este Programa, iniciativa da Assembleia da República que já vai na sua 30.ª edição. E em boa hora o fez!
Neste sentido, as alunas Maria Cabral e Isabella Domingues (números 1 e 2 da Lista P) deslocar-se-ão a Lisboa para participar nas várias sessões de trabalho – reuniões das Comissões e Sessão Plenária.
Esta deslocação, contudo, é apenas o culminar de um processo iniciado meses antes e no qual o incentivo à participação e à responsabilização dos alunos foi encarado como fundamental, pelas implicações pedagógicas e cívicas que esse enfoque comporta. Assim, por exemplo, a Comissão Eleitoral Escolar, responsável pela supervisão de todo o processo, foi constituída por 3 docentes e por 2 alunos. Da mesma forma, a Mesa da Assembleia de Voto, com competências na promoção e na direção das operações eleitorais, foi integrada por 1 docente e 2 alunas, sendo que foi uma delas quem assumiu a sua Presidência.
Depois da realização do ato eleitoral – no qual todos os alunos do Ensino Secundário da Escola puderam participar – teve lugar a Sessão Escolar, no Auditório, onde os alunos eleitos expuseram publicamente as medidas defendidas, relacionadas com o tema enquadrador, tendo sido então aprovado o Projeto de Recomendação da Escola.
A decisão agora comunicada pelo Júri Nacional, admitindo a Escola Portuguesa de Luanda em representação do círculo de Fora da Europa em atenção, também, ao princípio da “representatividade da comunidade portuguesa no respetivo país“, é por nós interpretada como premiando o interesse e o esforço dos nossos alunos, o seu espírito cívico e a sua vontade em fazer escutar a sua voz. Constitui, por isso, uma particular responsabilidade para a Escola, mas também se afirma como um importante estímulo para todos aqueles que (mesmo estando num país irmão) se encontram a milhares de quilómetros de distância da sua pátria – mas nela se revêem, nela acreditam e por ela se interessam.